segunda-feira, 14 de novembro de 2011




Paradoxo da visão...

      Quando duas ou mais pessoas olham para uma arvore há uma concordância sobre o que vêem, pois a ‘arvore’ faz parte da cognição de todos. Mas quando olham para uma pintura, onde o que foi representado não é nada que faça parte de sua cognição, torna-se impossível manter uma concordância, cada pessoa tentará fazer suas associações, buscando em sua ilha algum item que possa ser comparado mesmo que só vagamente. Nesse processo as pessoas acabam seguindo pelos mais diversos caminhos, e o que até hoje pude observar é que as pessoas nunca chegam às mesmas interpretações sem que uma convença as outras a ajustarem suas percepções a dela.

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